Foto e objeto de desejo do dia
A foto linda de hoje é de Inez van Lamsweerde and Vinoodh Matadi, com a modelo Dree Hemingway (bisneta de Ernest Hemingway) para a campanha Primavera-Verão 2010 de Gianfranco Ferré.
E foi confirmado pela VOGUE.COM: a primeira coleção de sapatos de Louise Goldin estará à venda a partir de 5 de fevereiro, em algumas lojas da TopShop, por U$240. Essas peças apareceram pela primeira vez na Semana de Moda Primavera/Verão de Londres, em setembro de 2009, no desfile de Goldin.
Retrospectiva 2009: Campanhas de moda
Era para ser um Top 10, mas, se eu escolhesse apenas 10, certamente me arrependeria. Então, prepare-se para ver um “Top 48″. Qual foi o critério? Coloquei tudo o que eu olhava e pensava “che belo!”.
Nessa minha retrospectiva, os nomes que mais apareceram foram:
Giorgio Armani, com cinco campanhas das diferentes marcas do grupo;
Balenciaga e Animale, com as duas campanhas de 2009;
Raquel Zimmermann (top número um do mundo hoje, segundo o site MODELS.com), que estrelou quatro campanhas das que selecionei;
Karl Lagerfeld, que fotografou cinco dessas campanhas – além de ter sido o fotógrafo da campanha de Verão da sua própria marca, que também aparece na minha seleção;
Mert Alas & Marcus Piggott, dupla que fotografou nove das minhas campanhas preferidas desse ano.
As fotos foram colocadas mais ou menos em ordem cronológica – exceto pela primeira, que foi publicada em maio, mas você entenderá o porquê de estar em primeiro lugar clicando nela. Dito isso, vamos lá:
- Dior
- Givenchy Primavera/Verão 2009
- Giorgio Armani Primavera/Verão 2009
- Balenciaga Primavera/Verão 2009
- Marc by Marc Jacobs Primavera/Verão 2009
- Fendi Primavera/Verão 2009
- Bottega Veneta Primavera/Verão 2009
- DKNY Primavera/Verão 2009
- Carlos Miele Primavera/Verão 2009
- Moschino Cheap and Chic Primavera/Verão 2009
- Barbara Bui Primavera/Verão 2009
- Alcaçuz Outono/Inverno 2009
- Diesel Primavera/Verão 2009
- Loewe Primavera/Verão 2009
- Animale Outono/Inverno 2009
- Tom Ford Primavera/Verão 2009
- Jean Paul Gaultier Primavera/Verão 2009
- Chanel – catálogo de acessórios
- Triton Outono/Inverno 2009
- Reinaldo Lourenço Outono/Inverno 2009
- Rosa Chá Outono/Inverno 2009
- Kate Moss Primavera/Verão 2009
- Gianfranco Ferré Primavera/Verão 2009
- BCBGMaxAzria Primavera/Verão 2009
- Karl Lagerfeld Primavera/Verão 2009
- Christian Louboutin Outono/Inverno 2009/2010
- Givenchy Outono/Inverno 2009/2010
- Giorgio Armani Primavera/Verão 2009
- Jil Sander Outono/Inverno 2009/2010
- Animale Primavera/Verão 2009/2010
- Chanel Outono/Inverno 2009/2010
- Louis Vuitton “Core Values”
- Fendi Outono/Inverno 2009/2010
- Phi Outono/Inverno 2009/2010
- H&M Outono/Inverno 2009/2010
- Armani Jeans Outono/Inverno 2009/2010
- DSquared2 Outono/Inverno 2009/2010
- Empório Armani Underwear Outono/Inverno 2009/2010
- Balenciaga Outono/Inverno 2009/2010
- ICB Outono/Inverno 2009/2010
- Vila Romana Primavera/Verão 2009/2010
- Gucci Cruise 2010
- Giorgio Armani – acessórios
- Blanco Outono/Inverno 2009/2010
- Valentino Primavera/Verão 2010
- Lanvin Primavera/Verão 2010
- Relish Primavera/Verão 2008/20
- Salvatore Ferragamo Outono/Inverno 2009/2010
Agradeço ao UOL que facilitou minha vida na busca dessas fotos.
Gucci to benefit UNICEF
No quinto ano da campanha da Gucci em prol da UNICEF, Frida Giannini, diretora de estilo da marca, convidou o escritor e ilustrador Michael Roberts para colaborar com a causa. O resultado foi o livro infantil Snowman in Africa e uma linha de acessórios e cartões de presente exclusivos para a campanha.
Todo o valor arrecadado com a venda do livro e 25% do valor arrecadado com a venda dos acessórios e dos cartões de presente serão repassados para a UNICEF. O livro custa US$25. O preço dos acessórios vai de US$195 a US$2,250 e o dos gift cards, de US$50 a US$5,000.
As vendas começaram em 16 de novembro, e você pode comprar até 31 de dezembro de 2009 nas lojas e no site da Gucci. Mas corra, porque é edição limitada.

A top Heidi Klum já desfilou por aí com um dos modelos (o mais caro, obviamente) de bolsas da campanha
Oh! Carol…
Imagine a seguinte situação: desde sua adolescência, você gosta de uma banda. De repente, você pode conversar (pela internet, I mean) com o dono da banda da qual você é fã. E você aproveita para pedir para o dono da banda cantar uma música que normalmente não é muito tocada nos shows da banda em questão. Você vai ao show, e uma das músicas que a banda toca é a música que você pediu. Você não ficaria feliz da vida? Sim, ficaria. E ficaria mais feliz ainda se, depois do show, você mandasse um “e-mail” para o dono da banda falando que você ficou feliz por ele ter tocado a música que você pediu, e ele respondesse “Você pediu!”.
Não é mesmo?
Obs.: isso é coisa que só fã vai entender.
O clima em Curitiba
No ano:
Janeiro: calor e chuva pra caralho
Fevereiro: calor pra caralho e chuva
Março: calor e chuva
Abril: frio e chuva pra caralho
Maio: frio pra caralho e chuva pra caralho
Junho: frio pra caralho e clima seco
Julho: frio pra caralho e seco pra caralho
Agosto: clima louco pra caralho e vento pra caralho
Setembro: frio pra caralho e chuva pra caralho
Outubro: frio pra caralho e chuva pra caralho, até agora;
Novembro: qualquer coisa, mas pra caralho.
Dezembro: quem sabe? Certeza? Vai ser pra caralho!
No dia:
das 00:01às 07:00 – frio pra caralho e chuva pra caralho
das 07:01 às 09:00 – frio
das 09:01 às 12:00 – temperatura em elevação
das 12:01 às 15:00 – quente pra caralho
das 15:01 às 17:00 – temperatura em queda
das 17:01 às 19:00 – frio e chuva pra caralho
das 19:01 às 21:00 – frio e um vento do caralho
das 21:01 às 23:59 – frio pra caralho
Possíveis previsões da meteorologia:
- Frente fria vinda da Argentina, deixa o clima frio pra caralho com chuva pra caralho.
- Massa de ar quente vinda do oceano, deixa o clima quente e chuva pra caralho.
- A frente fria que estava sobre Curitiba, desloca-se para o oceano e deixa o céu aberto e frio pra caralho.
- O encontro de uma frente fria vinda da Argentina, com uma massa de ar quente vinda da região centro oeste, deixa o clima louco pra caralho e chuva pra caralho.
(Recebi por email. Não descobri quem é o gênio autor. Se souber, por favor, me avise.)
Estava me sentindo profunda
À uma da madrugada, com frio e sozinha, estava me sentindo profunda e fiquei como vontade de ler alguma coisa de Clarice Lispector. Então fui até seu site oficial – não tenho nenhum livro dela, aqui em casa – e encontrei uns pequenos trechos de seus escritos. E foi suficiente por enquanto. Escolhi alguns para colocar aqui.
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Gosto muito de Perto do coração selvagem. Li quando tinha 17 anos – a mesma idade que Clarice tinha quando o publicou:
Sobretudo um dia virá em que todo meu movimento será criação, nascimento, eu romperei todos os nãos que existem dentro de mim, provarei a mim mesma que nada há a temer, que tudo o que eu for será sempre onde haja uma mulher com meu princípio, erguerei dentro de mim o que sou um dia, a um gesto meu minhas vagas se levantarão poderosas, água pura submergindo a dúvida, a consciência, eu serei forte como a alma de um animal e quando eu falar serão palavras não pensadas e lentas, não levemente sentidas, não cheias de vontade de humanidade, não o passado corroendo o futuro! O que eu disser soará fatal e inteiro!
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Esse trecho está em Aprendendo a viver – Imagens:
Uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer. Inclusive muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra para a frente.
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Esse está em A bela e a fera:
Eu queria iniciar uma experiência e não apenas ser vítima de uma experiência não autorizada por mim, apenas acontecida. Daí minha invenção de um personagem. Também quero quebrar, além do enigma do personagem, o enigma das coisas.
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Clarice escrevia para jornais, em suplementos femininos. Os textos foram reunidos em Correio feminino:
As pessoas que se comprazem no sofrimento, que gostam de sentir-se infelizes e fazer aos outros infelizes, jamais poderão orgulhar-se de sua beleza. O mau humor, o sentimento de frustração, a amargura marcam a fisionomia, apagam o brilho dos olhos, cavam sulcos na face mais jovem, enfeiam qualquer rosto. Essa é a razão porque a mulher, que cultiva a beleza, deve esforçar-se para ser feliz. Felicidade é estado de alma, é atmosfera, não depende de fatos ou circunstâncias externas.
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E, por último, um trecho do meu texto preferido dela: Tentação, um conto de Felicidade clandestina. Fala do encontro de uma menina ruiva e de um cão basset – também ruivo – acorrentado, às três da tarde:
[...] Entre tantos seres que estão prontos para se tornarem donos de outro ser, lá estava a menina que viera ao mundo para ter aquele cachorro. [...] Mas ambos eram comprometidos. Ela, com sua infância impossível, o centro da inocência que só se abriria quando ela fosse uma mulher. Ele, com sua natureza aprisionada. [...]
(Quer ler o conto Tentação na íntegra? Clique aqui)
Partly Cloudy
Sabe aquela coisa que você vê e te deixa com um sorriso no rosto por um tempão depois que termina? Aconteceu isso quando vi Partly Cloudy (2009), curta da Pixar “anexo” a Up. Como parece que esse curta não é exibido nas sessões em 3D de Up (que verei no cinema só amanhã), resolvi assistir por aqui mesmo. Enjoy:
(Para assistir com uma definição melhor, clique aqui)
Notinhas
Resolvi aproveitar que ontem à noite minha internet caiu para comentar sobre algumas coisinhas que vi/li na semana passada.
1) Estação Espacial 3D (Space Station, 2002): Documentário que mostra o trabalho e a rotina de astronautas em plena viagem pelo espaço. Foram R$15,00 (sou estudante e pago meia) bem gastos no ingresso do IMAX. É tudo muito bonito e, assistindo na sala 3D, você se sente “lá”. Mas sou suspeita para falar, porque, quando tinha 8 anos, queria ser astronauta. Recomendo.
2) O que terá acontecido a Baby Jane? (What ever happened to Baby Jane?, 1962): Joan Crawford e Bette Davis em belas atuações. História de duas irmãs: Blanche, atriz amada pelo público que no auge da carreira ficou paralítica devido a um acidente, e Jane, que fez sucesso na infância mas cresceu e foi esquecida. Se prestar atenção em todas as “pistas” que são dadas desde o início, dirá que o final é previsível. Mas tenho certeza de que você jamais se esquecerá dos últimos cinco minutos desse filme. Recomendo.
3) A História Real (The Straight Story, 1999): É filme. É David Lynch. É belo. Nada a acrescentar. Recomendo.
4) O Clube do Filme, de David Gilmour (2009, Intrínseca, 240 páginas): A história de um pai que permite que seu filho adolescente não vá mais ao colégio, desde que assistam juntos a três filmes por semana. O primeiro filme a que Jesse deve assistir é Os incompreendidos (Les 400 Coups), obra prima de François Truffaut. Assista a esse filme antes de ler o livro e entenderá que foi uma boa “sacada”. O livro começa bem, mas desanda com o amontoado de clichês (por exemplo, a patética tentativa do autor de fazer campanha contra o uso das drogas) e a apatia dos protagonistas. O relacionamento entre o pai e o filho poderia ter sido belamente retratado, mas é apenas piegas. Alguns comentários sobre alguns filmes são interessantes, mas na maioria são superficiais e não convencem – para se informar sobre cinema, é muito mais proveitoso ler os textos do Scream & Yell. Teria sido uma boa história, se Gilmour não tivesse preguiça de aprofundar as descrições, os diálogos e as personagens. Não é literatura; é apenas um livro que foi escrito às pressas. E, apesar de ser melhor ler qualquer coisa do que não ler nada, definitivamente NÃO recomendo.
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Nessa semana, espero terminar de ler Amor em minúscula (que estou amando), de Francesc Miralles, de reler Quase memória (que amo), de Carlos Heitor Cony e de assistir a todos os episódios de Twin Peaks. Conto em público pra ver se eu tomo vergonha na cara e faço MESMO tudo isso que planejei…
Educação enferruja por falta de uso
Artista é assim: quando você menos espera, te surpreende. Acabei de descobrir (na internet, ou seja: pode ser mentira) que um texto muito bonitinho que encontrei por aí, uns anos atrás, é de um cara que tem umas pinturas e litografias muito legais: o boêmio e francês Toulouse-Lautrec – cujo estilo definiria, mais tarde, a chamada Art Nouveau.

o Moulin Rouge por Toulouse-Lautrec: cartaz do século XIX
O texto resume tudo o que penso – desde que me entendo por gente – sobre o que é ser elegante. O título é “A elegância do comportamento” e é parte do livro Educação enferruja por falta de uso. Nem preciso dizer que fiquei super curiosa e quero ler esse livro o mais rápido possível.
(Isso se esse livro realmente existir. Procurei em vários sites e, adivinha?, nada. Desconfio de que seja mais um daqueles textos escritos por algum desconhecido qualquer, atribuído a alguém famoso. Só acreditarei que é do Toulouse-Lautrec quando pegar o tal livro nas minhas mãos. Mesmo assim, o texto não deixa de ser bacana. Na verdade, foi mais um pretexto que encontrei para falar sobre duas coisas legais ao mesmo tempo: o texto, que pode ser do artista, e o artista. Confira o texto:)
A ELEGÂNCIA DO COMPORTAMENTO
Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento.
É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.
É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto. É uma elegância desobrigada.
É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam.
Nas pessoas que escutam mais do que falam.
E quando falam, passam longe da fofoca, das maldades ampliadas no boca a boca.
É possível detectá-las nas pessoas que não usam um tom superior de voz.
Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros.
É possível detectá-la em pessoas pontuais.
Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está.
É elegante não ficar espaçoso demais.
É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao de outro.
É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais.
É elegante retribuir carinho e solidariedade.
Sobrenome, jóias, e nariz empinado não substituem a elegância do gesto.
Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante.
Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural através da observação, mas tentar imitá-la é improdutivo.
Educação enferruja por falta de uso.
E, detalhe: não é frescura.
É a elegância do comportamento…























































